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quinta-feira, 27 de março de 2014

Conceitos Módulo 6 Unidade 5

Cientismo: atitude segundo a qual a ciência dá a conhecer as coisas como são, resolve todos os reis problemas da Humanidade e é suficiente para satisfazer todas as necessidade legítimas da inteligência humana. Positivismo: conjunto de doutrinas de Auguste Comte caracterizado sobretudo pelo impulso que deu ao desenvolvimento de uma orientação cientificista do pensamento filosófico, atribuindo à constituição e ao processo da ciência importância capital para o progresso de qualquer ramo do conhecimento e da sociedade. Realismo: conceção literária e estética segundo a qual o escritor e o artista devem representar o real tal como ele é, sem o idealizar. Impressionismo: movimento artístico dos finais do século XIX, sobretudo pictórico, nascido em Paris. Segundo os impressionistas, o principal elemento da sua arte é a luz e, através das suas diferentes intensidades, a cor. A cor não é empregue pelo que vale ou exprime por si mesma, mas pelo que evoca e traduz. Simbolismo: escola literária e pictórica da 2ª metade do século XIX, originária de França, caracterizada por uma visão subjetiva, simbólica e espiritual do Mundo e que adotou novas formas de expressão, traduzindo as impressões por meio de uma linguagem onde dominava a preocupação estética. Arte Nova: estilo artístico nascido na década final do século XIX, na França. Expandiu-se pela Europa e América. Opôs-se aos revivalismos da época, procurando o uso de novas formas expressivas na arquitetura, na pintura e nas artes decorativas, recorrendo a ornamentações assimétricas, inspiradas na Natureza e na arte japonesa.

Conceitos Módulo 6 Unidade 4

Regeneração: período da História portuguesa que se iniciou em meados do século XIX e se prolongou até à década de 1870, marcado especialmente pela ação de Fontes Pereira de Melo, em que se verifica um desenvolvimento económico do país, iniciando-se a revolução dos transportes e a industrialização, Politicamente, correspondeu a uma certa pacificação e à consolidação da democracia liberal. Fontismo: política de melhoramentos posta em prática pelo Ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria, criado em 1852, pelo Governo da Regeneração e primeiramente chefiado por António Maria Fontes Pereira de Melo, de onde retirou o seu nome. Indissociável do livre-cambismo e do capitalismo burguês, cujos interesses defendeu, a política "fontista" incidiu na criação de infraestruturas materiais para o desenvolvimento económico do País.

Conceitos Módulo 6 Unidade 3

Partido de massas: grupo político que depende da adesão popular para se instituir. Contrapõe-se à noção de "partido de quadros" ou "de comité", usualmente atribuída aos partidos liberais e burgueses so século XIX. Estes organizavam-se de cima para baixo, isto é, nasciam de associações de personalidades, formadas em torno de um chefe parlamentar ou de um político de nomeada. Sistema (ou sufrágio) maioritário: processo de representação que funciona do seguinte modo: dividea nação em círculos eleitorais e, em cada círculo, apenas admite a nomeação de deputados do partido aí mais votado, com exclusão de todos os outros, qualquer que tenha sido o seu número de votos. Referendo: auscultação da opinião pública por voto direto de todos os cidadãos. Laicismo: doutrina que proclama o carácter não-religioso das instituições sociopolíticas e culturais ou que, pelo menos, reclama a autonomia destas em face da religião. No século XIX e no princípio do século XX, o problema do laicismo colocou-se em toda a Europa e deu origem a duas grandes tendências: à separação do poder espiritual e do poder temporal, isto é, da Igreja e do Estado; e, em alguns casos, ao atísmo oficial. Sufrágio universal: sistema de votação em que a eleição é participada por todos os cidadãos, a partir da maioridade, sem exceções de sexo, riqueza , raça, nível de escolaridade, estado civil ou outras. Estado autoritário: estado despótico que se fundamenta no poder e na autoridade de uma minoria, exercido de modo arbitário sobre o conjunto dos governados. Nestes Estados, o poder apoia-se no exército e nas forças policiais e desempenha forte ação repressora sobre os cidadãos. Autocracia: governo exercido em nome pessoal; sistema político em que a vontade de um só homem é a lei suprema (do grego autokrateia, poder absoluto). Colonialismo/imperialismo: sistema de dominação (política, económica e cultural) das metrópoles sobre as colónias. O colonialismo europeu, com origem nas descobertas dos séculos XV e XVI, assumiu, no século XIX, uma feição de imperialismo (anexação desses territórios e efetivo exercício daquele domínio). Nacionalismo: política ou atitude de alguns Estados no sentido de uma defesa dos valores nacionais, como a raça, a História nacional, que, levada ao extremo, conduz a uma predisposição para a recuperação de fronteiras antigas e sua expansão, logo a uma atitude expansionista e bélica.

Conceitos Módulo 6 Unidade 2

Explosão demográfica: brusco aceleramento da taxa de crescimento da população mundial. Esse aceleramento, que ocorreu a partir de finais do século XVIII, deveu-se, sobretudo, à queda d taxa de mortalidade e atingiu primeiramente os países mais industrializados. Emigração: movimento populacional, voluntário e espontâneo, que implica o abandono do país de origem e instalação num país estrangeiro, definitivamente ou por um longo período de tempo. Sociedade de Classes: estrutura social estabelecida pelo liberalismo. Baseia-se na igualdade jurídica de todos os cidadãos perante a lei, no respeito pelos direitos naturais dos homens e pela liberdade individual em todos os setores. Aceita como únicas diferenças as resultantes das capacidades individuais, da profissão e do poder económico de cada um. Admite, deste modo, a mobilidade ascensional e descensional dos indivíduos. Profissões liberais: conjunto de profissões de natureza não comercial e não industrial que se exercem de modo livre e independente, por conta própria. Reconhecem-se como profissões liberais a medicina, a advocacia, a jurisprudência. Classes médias: grupos sociais muito heterogéneos que se formaram por meados do século XIX e que se distinguem do povo comum por possuírem uma situação económica mais estável e desafogada, sem contudo alcançarem a posição de riqueza, prestígio e poder de elites. Exercem profissões não braçais, detêm pequenos negócios no comércio ou na indústria, ou vivem de modestas pensões provenientes de bens móveis ou imóveis. Serviços: conjunto de atividades do chamado "setor terciário urbano" (segundo Colin Clark). Por outras palavras, as atividades que não produzem bens, mas desempenham tarefas úteis à coletividade ou a outrem. Incluem-se no setor dos serviços as atividades ligadas aos transportes, à armazenagem, às comunicações, à administração pública, aos serviços coletivos públicos (saúde, saneamento, bombeiros, polícias, professores, etc.) ou ainda as atividades desenvolvidas por empresas particulares no campo recreativo, hoteleiro, comercial e pessoal ou outras afins. Self-made man: expressão inglesa que significa, à letra, "o homem que se faz a si próprio". No século XIX, esta expressão foi empregue com frequência para designar os homens de origem humilde e sem preparação que, à custa dos próprios méritos e do trabalho, alcançaram uma posição de destaque nos negócios, na política, nas profissões liberais ou nas letras. Grémio: associação de carácter profissional, económico e, mais raramente, cultural, como no caso dos grémios literários. Filantropia: doutrina filosófica e política que visa alcançar a construção da felicidade humana pela prática do humanitarismo como meio para eliminar as injustiças reinantes na sociedade. (Etimologicamente, filantropia significa amor pela Humanidade ou humanitarismo). Consciência de classe: identificação do indivíduo com o grupo social a que pertence por razões profissionais, socioeconómicas ou político-culturais. Grau de consciência que um grupo social possui de si próprio enquanto entidade coletiva, unida pelas mesmas condições de vida e pelo mesmo estatuto político-económico. Proletariado: termo de origem romana que designa as camadas populacionais que não têm outro meio de sobrevivência que não seja venderem a sua força de trabalho (= capacidade de trabalho); assalariado. Embora incluísse, inicialmente, apenas os operários das indústrias, o termo foi-se generalizando ao longo do século XIX, passando a abranger os assalariados de todos os setores de atividade. Socialismo: sistema político-ideológico que nasceu na Europa durante o século XIX. Caracteriza-se por propor o estabelecimento de uma sociedade ideal onde, através da abolição da propriedade privada e da coletivização da economia, a igualdade económica e social fosse efetivamente conseguida, a par da igualdade jurídica e política. De raízes diversas, o socialismo apresenta diferentes feições ideológicas e deferentes práxis políticas. A corrente dominante é, desde finais do século XIX, a do socialismo marxista ou socialismo científico. Greve: suspensão coletiva da prestação de trabalho, resolvida por combinação prévia entre os trabalhadores subordinados de uma mesma empresa ou de empresas do mesmo setor, tendo por fim obter a satisfação de reivindicações de carácter profissional. Movimento operário: expressão utilizada para designar a luta dos operários em prol da sua causa. Como formas de luta, os operários usaram a formação de associações de entre-ajuda, as manifestações, as greves e os sindicatos. Iniciado ainda no primeiro quartel do século XIX, o movimento operário só tomou uma feição organizada e oficial após 1860-70 com o apoio e suporte ideológico do socialismo científico e do anarquismo. Sindicato: associação de carácter profissional que congrega trabalhadores coma mesma profissão ou profissões conexas, unidos pelo propósito de lutar pela defesa dos seus direitos profissionais, tanto no plano económico, como moral e político. Inicialmente considerados como associações privadas, os sindicatos alcançaram, nos finais do século XIX, o reconhecimento oficial, obtendo prerrgativas de direito público e sendo reconhecidos a nível político. Luta de classes: antagonismos de carácter profissional, económico e sociopolítico que opõem grupos sociais com interesses diferentes. Para Karl Marx, autor da expressão, só existem duas verdadeiras classes nas sociedades burguesas do século XIX: a burguesia e o operariado. Internacional Operária: designação dada a uma das várias associações estabelecidas para coordenar as organizações comunistas espalhadas por todo o Mundo. A I Inernacional foi fundada em 1864, em Lonfres, o seu protagonista mais importante foi Karl Marx e ficou conhecida por Internacional Operária.

Conceitos Módulo 6 Unidade 1

Capitalismo industrial: segunda fase do sistema económico capitalista (a primeira foi o capitalismo comercial, século XVI-XVIII - viagens de descobertas e de exploração). Surgiu na Inglaterra do século XVIII e foi instalado de forma hegemónica no século XIX, modificando o sistema de trabalho e de produção: da manufatura passou à maquinofatura que, através do recurso às máquinas a vapor, possibilitava maior rapidez e um aumento na produção. Foi marcado por transformações económicas, políticas, sociais e culturais: se por um lado, fez aumentar as margens de lucro para os donos das fábricas, possibilitou a descida de preços das mercadorias; por outro, conduziu ao desemprego, à diminuição dos salários, à degradação das condições de trabalho, à exploração de mão de obra feminina e infantil, à poluição (dos espaços, dos rios, atmosférica, sonora...), à ocorrência de acidentes com máquinas, entre outros. Rapidamente este sistema estendeu-se a outros países da Europa e aos EUA. Muitos países europeus introduziram este sistema económico na Ásia e na África, mas foram explorados pelos europeus num contexto de neocolonialismo, fornecendo matérias-primas e riquezas e consumindo produtos industrializados fabricados na Europa, sendo que o Japão começou a sobressair como potência emergente. Este sistema económico conheceu períodos de crises cíclicas, particularmente a partir do terceiro quartel do século XIX. Progressos cumulativos: inovações científicas e técnicas que se potencializaram mutuamente, desenrolando-se numa dinâmica própria em que cada novo progresso servia de incentivo para se chegar ao seguinte. Empresa: instituição económica, pública ou privada, ligada à produção industrial, à comercialização ou aos serviços. Moeda fiduciária: denominam-se deste modo os meios de pagamento monetário ( como as notas bancárias, ou as moedas atuais) cujo valor de circulação - o valor facial ou nominal ( o que está escrito neles) - não corresponde ao valor real dos materiais em que são feitos, representando apenas um valor convencional que corresponde a igual valor em metais preciosos depositados nos cofres dos bancos emissores. Tais moedas presumem a confiança (fides) do público na existência de tais reservas no banco emissor. Sociedade anónima: forma de constituição de uma empresa, cujo capital se encontra fracionado em títulos de igual valor (ações) que pertencem a vários titulares, geralmente não identificados. Os titulares das ações têm direito a uma percentagem dos lucros da empresa, proporcional ao valor das ações possuídas, mas também respondem, apenas na mesma proporção, pelos gastos e dívidas da mesma. Os títulos ou ações podem ser revendidos nas Bolsas, aumentando assim a capital disponível da empresa e permitindo lucros especulativos. Capitalismo financeiro: terceira fase do sistema económico que começou a emergir a partir do terceiro quartel do século XIX, isto é, no período de expansão imperialista (1875-1914), e que viria a consolidar-se após a 1ª Guerra Mundial. Caracteriza-se pelo desenvolvimento da Banca e de grandes grupos empresariais. Taylorismo: doutrina de racionalização do trabalho industrial que visa a maximização do rendimento técnico do binómio trabalhador-equipamento, pela mecanização e automatização dos atos dos operários, pela eliminação dos tempos mortos e gestos inúteis e pela redução do esforço físico e psicológico dos trabalhadores. Foi enunciada pelo engenheiro norte-americano Frederick Winslow Taylor com base na divisão metódica das tarefas laborais, na adequação dos diferentes tipos de tarefas entre si e nas aptidões dos diversos trabalhadores. Estandardização: uniformização dos modelos produzidos em série; redução da produção a um só modelo. Capitalismo rural: sistema económico utilizado por um conjunto de empresários e de instituições financeiras, cujo capital resultou dos lucros obtidos em atividades produtivas rurais (agricultura, viticultura, criação de gado, pecuária...), as quais visavam a grande produção e a sua total mercantilização, de modo a obter o máximo de lucros, reinvestíveis na agricultura ou noutras atividades económicas. Zollverein: acordo de unificação aduaneira que uniu os Estados da Confederação Alemã desde 1834 até à proclamação do I Reich, em 1871 (Chanceler Bismarck). Crise cíclica: perturbações da vida económica que ocorrem em intervalos de tempo regulares.

Conceitos Módulo 5 Unidade 5

Liberalismo económico: conjunto de princípios regulou a gestão da vida económica nos regimes liberais. Inspirado na ideia iluminista da ordem natural e respeitando como corolário máximo a liberdade individual, o liberalismo faz repousar o bem-estar económico da sociedade nos princípios da livre iniciativa privada, exercida em livre concorrência, prescrevendo toda e qualquer intervenção do Estado em matéria económica. Romantismo: movimento cultural (literário, artístico e filosófico) que se difundiu na Europa e na América entre finais do século XVIII e meados do século XIX. Contrapõe-se ao neoclassicismo e exalta o individualismo, a subjetividade, a imaginação e os sentimentos. Época Contemporânea: último período da evolução histórica, aquele em que se estabeleceram os padrões culturais e civilizacionais do mundo atual. A historiografia inicia-o com as transformações provocadas pelos efeitos conjuntos do liberalismo e da revolução industrial; convencionalmente, escolheu-se para sua data inicial a da Revolução Francesa, 1789.

Conceitos Módulo 5 Unidade 4

Jacobinismo: nome atribuído ao ideário político dos membros do Clube Jacobino que, durante a Revolução Francesa, se caracterizaram por uma atitude revolucionária, radical e antirreligiosa. Nesta época, em Portugal, o termo designava, pejorativamente, todos os simpatizantes do liberalismo. Vintismo: nome atribuído à ideologia liberal e à fação política defendida pelos revolucionários de 1820. Foi apelidada de radical pelas outras fações liberais existentes, por restringir os direitos do Rei e suprimir os privilégios da nobreza e clero tradicionais (e ainda embora em menor grau, pela abertura que concedeu à liberdade de opinião e pensamento e à reforma do ensino). Cartismo: designação que se atribui ao liberalismo moderado, em Portugal, o qual, na sua generalidade, segue os princípios ideológicos patentes na Carta Constitucional de 1826. O termo generalizou-se após a Revolução Setembrista de 1836, opondo-se ao "setembrismo" que defendia o regresso ao ideário democrático e progressista da Constituição de 1822. Setembrismo: fação mais democrática e popular do liberalismo português, inspirada no vintismo (isto é, adepta da Constituição de 1822). Surgiu com a Revolução de Setembro de 1836, golpe de Estado parlamentar que se apôs a um certo conservadorismo do regime cartista instalado em 1834. Teve como líderes os irmãos José e Manuel Passos (vulgo, Passos Manuel), Soares Caldeira, Leonel Tavares e José Estêvão. Afastado do poder em 1842, com a ascensão do cabralismo, o setembrismo perdurou como ideário político até ao advento do republicanismo. Cabralismo: nome atribuído à política desenvolvida por Costa Cabral nos seus dois governos: de 1842 a 1846 e de 1849 a 1851. apoiado pela nova aristocracia liberal dos barões e viscondes (a alta burguesia fundiária, comercial e financeira), o seu projeto político visava o progresso do país pelo desenvolvimento das obras públicas e modernização da administração.